DE PAI PARA FILHO
Emocionante este texto, que o Carlo André escreveu para seu filho. Por isso disponibilizei aqui também.
http://carrenho.wordpress.com/2012/03/21/lolo-o-destemido/
Abraço.
Dicas, Histórias e Lições de Vida
21/03/2012
Filhos, Lições de Vida, Netos Acolhimento, Adoção, Compaixão, Ousadia Deixe um comentário
DE PAI PARA FILHO
Emocionante este texto, que o Carlo André escreveu para seu filho. Por isso disponibilizei aqui também.
http://carrenho.wordpress.com/2012/03/21/lolo-o-destemido/
Abraço.
18/03/2012
Lições de Vida Pequenas coisas, Vida Deixe um comentário
Amei esta frase da Ingrid Betancourt:
” Porque estou convencida que todos somos grande e pequenos. Não por estarmos na selva ou numa situação extrema que nos tornamos heróis. Pelo contrário, começamos por ser heróis pela forma como nos comportamos nas coisas pequenas, no dia a dia.”
12/03/2012
Lições de Vida, Netos conquista, responsabilidade, sorte, trabalho 3 Comentários
Diálogo com Paolo
Paolo, 8 anos, tinha caminhado, na companhia do Avô, voltando da ortodentista, sob um sol escaldante e muita poluição, por 1,5km. Chegou, no meu consultório cansado e com muito calor. Entrou na minha sala sentiu o ar refrigerado a 21ºc, abriu os braços, esticou o rosto para frente, deixando se envolver pelo alívio, que sentia, do calor escaldante, falou:
“Nossa Vó! Que sorte você tem: sua sala é linda, cheia de cores e a temperatura é deliciosa!”
Era visível o conforto que ele sentia, ali na minha frente. Fiquei emocionada, ao ouvir tão bem expressado o que ele estava vendo e sentindo. Mas também pensei na palavra sorte. E imediatamente, veio na minha memória, que, realmente, muitas oportunidades apareceram e ainda aparecem na minha frente. Mas proporcionar aquele prazer para o garoto não era só “sorte”. Então, respondi:
” Acho que não é só sorte…” Neste momento, ele interrompeu e disse:
” É trabalho, né Vó?”
De novo, emoção por ver a conclusão tão rápida dele. Então, relembrei por uns instantes como ele tem sido com suas tarefas escolares e seus pertences. Ele se preocupa com as lições de casa, estuda para as provas e é cuidadoso, como criança, com suas coisas. Na minha mente projetei aquele garoto magro e ágil para o futuro, e falei o que veio na minha imaginação:
” Você também poderá ter um lugar bonito e agradável para trabalhar. Porque você é esforçado e tem sido responsável com os seus deveres. Com certeza, o seu trabalho lhe dará este privilégio.”
Ele mais simpático do que normalmente é, olhou para mim, deu um lindo sorriso, e concordou com um tom indagativo: “É mesmo!?”
10/02/2012
Lições de Vida, Netos Adoção, mudanças, nova vida 2 Comentários
LORENZO
Lorenzo é o integrante mais novo da minha família. Ele tem dois anos e cinco meses e não tem nossa herança biológica. É uma criança que foi escolhida para receber o nosso amor, carinho e instruções para a vida. Ele foi bem vindo antes de ser visto. Terá mãe, pai, irmã, primos, tios e avós. E, todos estamos abençoados com a presença dele.
Nos dias que antecederam o encontro com Lorenzo, foram cheios de expectativa e conjecturas: Como seria o cabelo? Os olhos? A pele? A personalidade? Enfim, mil perguntas vinham a mente, principalmente dos pais. Mas desde o início já estava decidido – aquele menino já era da família. Só faltava ir buscá-lo.
Além destas angústias que se misturavam com uma extrema alegria, ainda tinha a questão do nome que até então tinha sido dado ao Lorenzo. Não queríamos aquele nome. “Mas como fica na cabeça de um menino de dois anos e meio a mudança do nome?” Perguntava a mãe.
Veio a minha memória, pessoas que mudaram os próprios sobrenomes, outros que mudaram os nomes, outras que receberam outros nomes, até que me lembrei das histórias bíblicas. Lembrei de Moisés, que provavelmente só recebeu este nome quando já tinha entre 5 e 6 anos. Lembrei de Pedro, que antes era Simão, mas teve seu nome mudado por Cristo. Lembrei de Saulo, que depois da experiência transcendental recebeu o nome de Paulo. E, claro, não pude deixar de lembrar de Jacó, que teve seu nome mudado para Israel, depois do encontro marcante com Deus.
Todas as mudanças que citei trazem também o sinal de um novo começo. É a marca de que dali para frente a vida seria outra. A história mudaria radicalmente. Não é possível arrancar alguma página da história de vida de uma pessoa. Mas é possível, virar a página e começar do zero um novo capítulo. O passado estará sempre na vida de uma pessoa. Carregamos nossa história em nossa memória, mesmo que inconsciente, e em nosso corpo, mas é possível reescrevê-la de uma nova forma. É possível dar a ela rumos e caminhos até então desconhecidos.
E por esta razão que agora um menino se chama Lorenzo. Sua vida terá outros rumos. Outros caminhos, outros amores e outros rostos. Semblantes que ele nunca vira antes, agora participam da vida dele.
No meu coração e no coração de tantos outros abriu um espaço para uma nova vida. Para um novo ser. Há um lugar para Lorenzo! E ele abriu espaço para nós em seu interior!
Bem vindo, querido!
Obrigada por nos permitir desfrutar da sua vida, das suas decobertas e das sua transofrmações!
01/01/2012
Lições de Vida Beleza natural, Natureza, sentidos Deixe um comentário
Mar? Macacos? Mamão? Tudo num mesmo lugar? Sim.
Cada vez que venho para o Bairro da Urca, me programo para uma caminhada, até a Pista Claúdio Coutinho. É uma pista em volta da montanha que recebe o nome de Pão de Açucar, com vista para o mar e para a Praia Vermelha. Como quase todo mundo sabe, é a montanha que tem o ponto final do Bondinho. Fico encantada enquanto me delicio com tudo que vejo neste lugar! Pássaros, lagartos e lagartixas, sagüis, mamoeiros enquanto chega até meus ouvidos o barulho delicioso das ondas do mar. Nos espaços entre as árvores, do lado contrário da encosta da montanha, posso ver o mar, barquinhos e barcões…vejo também os rochedos! Nas sombras percebo a aragem e nos espaços das copas das árvores posso sentir os raios solares que passam pela minha pele e aquece toda a minha alma, no meio do cheiro do mato que se mistura com os aromas do mar. Com certeza, é um lugar para ficar horas e horas experimentando e desfrutando de pelo menos quatro sentidos. Da próxima vez trago um coco bem gelado, numa barraquinha na esquina da Av. Pasteur…E aí posso desfrutar das sensações, no caso prazerosas, de todos os sentidos!
11/12/2011
Lições de Vida AVAREZA, COISAS MATERIAIS, DESAPEGO 2 Comentários
Nesta semana, logo de manha, descobri que havia uma mudança saindo do meu prédio. Sempre é um transtorno quando há mudanças porque apenas um elevador fica disponível para o uso dos moradores. Comentei com um dos porteiros,sobre as dificuldades que teríamos por ser justamente um sábado, quando todos fazem compras e chegam com muitas coisas que precisam ser levadas da garagem, na indisponibilidade do elevador, para o andar da portaria, onde chega o segundo elevador. Ele prontamente concordou. Ficou ali do meu lado, me fazendo companhia enquanto eu ajeitava minhas compras de supermercado. Pensativamente me falou: ” E o pior e que esta mudança não tem dono.” Respondi: ” como assim, não tem dono?” Ele respondeu: ” Quem morava neste apartamento era o Sr B…., ele faleceu. Três meses depois a esposa faleceu, e agora os filhos estão retirando tudo que tinha no apto.” Naquele instante, quem ficou pensativa fui eu. Imediatamente me lembrei do casal que morava neste apartamento. A mulher tinha falecido enquanto eu e meu marido estávamos viajando de ferias. Quando voltamos vimos afixado no elevador o anuncio de missa de sétimo dia. Entristeci com a constatação que a fila estava andando e mais uma pessoa idosa entre os moradores do prédio tinha falecido. Em seguida meus olhos se focalizaram nos objetos da mudança que aguardavam na porta do lado do elevador, na garagem, o transporte para algum outro lugar. Observei cada móvel: sofá, mesa, cadeiras, tv , armários, loucas, quadros e etc. Na minha imaginação comecei a pensar como cada uma daquelas coisas e daqueles objetos tinham sido usados. Imaginei os filhos a volta da mesa, os netos com os pés no sofá, a tv sendo disputada em razão da preferencia por algum programa. Enfim passou pela minha cabeça varias cenas rotineiras na casa de alguma família.
Sai dali entrei no elevador que me servia e subi para meu apartamento. Mas meus pensamentos continuaram, só que agora minha mente se voltara para minha própria vida: meus moveis, meus livros, minhas roupas, minhas bolsas, meus sapatos, enfim, minhas coisas. E comecei a me perguntar: como reparto aquilo que tenho? Como e a liberdade que dou para que as crianças sintam- se bem na minha casa? Qual o nível da minha implicância na luta para preservar alguma coisa de valor para mim?
Sinceramente? Não sou tão apegada a coisas, mas a constatação que depois da minha morte muito do que tenho ficara sem valor e utilidade alguma, fez com que no meu coração aumentasse o desejo de repartir ainda mais o que tenho. E de me importar menos se alguma criança faz do meu sofá um cavalinho. Ou se sujem o meu tapete. Ou que gastem sabonete demais no banho. Ou que usem minha louça mais bonita. Ou que brinquem com o meu iPad.
Claro, quero continuar zelosa pelo que conquisto e espero que as crianças também aprendam a serem zelosas. Mas cada vez mais quero que as pessoas que fazem parte da minha vida, ou que passem pela minha vida possam desfrutar também das coisas materiais que me pertencem!
Afinal, o que vão fazer com as coisas materiais que tenho, depois da minha morte? Não sei. Então quero usá-las o mais que posso, hoje!!!
17/07/2011
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Li no blog do Renato Vargens sobre a tristeza dele quando soube que crianças em Burundi comem grama.
Rapidamente me veio a mente que está realidade é também brasileira. Enquanto, uma pequena porcentagem de pessoas (que no Brasil são milhões) dorme em “berço de ouro”, outras crianças, vivem na mais terrível miséria. Não pude deixar de lembrar a minha infância.
Meu pai era um homem trabalhador, minha mãe uma mulher guerreira, mas o dinheiro que entrava na minha casa, mal dava para o açúcar e farinha de trigo. Tínhamos quase nada. Apenas os alimentos e algumas frutas que dava na terra que meu pai cultivava plantando eucaliptos para os fazendeiros.
Nunca passei fome, mas meu corpo tinha necessidades que os alimentos ingeridos não supriam. Então, muitas vezes eu comi cal das paredes; roí ossos secos e mais que uma vez comi terra. Na vida adulta descobri que cal e ossos possuem cálcio; e a terra tem nutrientes que o corpo aproveita. Mas eu comia porque a miséria era demais e meu corpo em crescimento buscava onde suprir tais necessidades!
Um casal me viu, quando era tinha apenas 13 anos, e se encheram de compaixão. Fui morar na casa deles. Eles providenciaram escola para que eu continuasse a estudar e eu ajudava no cuidado com os filhos do casal. Estudei e ainda estudo. Hoje vivo bem. Trabalho e posso escolher o que comer.
Que meu coração sempre tenha gratidão para este casal. E que sempre se abra para ajudar tantas outras crianças a não buscarem nutrientes que o corpo precisa na grama e nos ossos secos.
26/04/2011
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A revolução no Oriente Médio que derrubou ditadores, começou alguém que bem poderia ser um brasileiro, nordestino e camelô – como era Basboosa, o tunisiano.
Na manhã daquela sexta-feira, 17 de dezembro, Basboosa se levantou, tomou seu banho, fez suas orações e partiu empurrando seu carrinho para vender frutas e legumes no centro da cidade. Basboosa era camelô – com essa atividade, sustentava a família. Seu pai morrera deixando sete filhos, quando Basboosa tinha apenas 3 anos. A mãe se casara de novo, mas a saúde debilitada do padrasto obrigou o garoto a abandonar a escola antes de terminar o ensino secundário.
Aos 26 anos, o rendimento de Basboosa era irrisório, equivalente a R$ 250 por mês vendendo frutas e legumes no centro da cidade do interior onde vivia, marcada pelo alto desemprego e pela corrupção da classe dominante. Sua casa, de barro, ficava a 20 minutos a pé do centro. E era sob o sol escaldante que Basboosa empurrava seu carrinho todos os dias. Quando saiu de casa naquela sexta-feira, não imaginava que seria a última vez que percorreria a estrada de terra com seu carrinho. Chegou cedo, às 8 da manhã, a fim de garantir um bom ponto. Esperava vender toda a mercadoria, que pegara consignada na véspera.
Tudo corria bem até a chegada da polícia. Basboosa já estava acostumado. Desde criança, ele e outros ambulantes eram perseguidos pela polícia simplesmente por tentar ganhar a vida de maneira honesta. Normalmente, exigiam uma licença, mas o próprio governo local dizia que vendedores com carrinhos não precisavam do papel. Na prática, o que os agentes queriam sempre extorquir algum dinheiro.
Basboosa não conseguiu entrar em acordo com os policiais. Foi agredido, cuspido e ainda ouviu ofensas à memória de seu pai. O carrinho e os produtos foram jogados na rua, e os policiais ainda confiscaram sal balança. Revoltado, Basboosa foi aos órgãos públicos para protestar de forma civilizada. Tentou falar com o governador da região, na própria sede do governo, mas não foi recebido. Às 11h30, tomou uma decisão radical. Voltou à frente do prédio oficial, jogou gasolina sobre o próprio corpo e pôs fogo em si mesmo.
Basboosa não morreu imediatamente e foi levado ao hospital. Ele não era brasileiro, embora sua história de sofrimento, dor e humilhação pudesse ter ocorrido em qualquer lugar do Brasil. Não morava no sertão nordestino, embora o sol, a corrupção e o desemprego de sua terra sejam iguais a tantos lugares do semi-árido sertanejo. O rapaz era tunisiano e residia em Sid Bouzid. Basboosa era seu apelido; seu verdadeiro nome, que ficará para sempre na história, era Tarek Al-Tayyb Muhammad Bouazizi.
Depois de seu ato de auto-imolação, Basboosa agonizou por quase 3 semanas antes de morrer no último dia 4 de janeiro. Durante aquele período, uma verdadeira revolução começou na Tunísia. Assim que a ambulância partiu com Basboosa, uma multidão começou a se juntar. À tarde, já era uma manifestação e a polícia compareceu com seus cacetetes e bombas de gás lacrimogêneo. A partir de então, com uma forte ajuda da internet e de suas redes sociais, os protestos tomaram conta do país. No dia 14 de janeiro, o presidente tunisiano Zine el Abidine Ben Ali terminava seus 23 anos de ditadura fugindo com a família para a Arábia Saudita, depois de não ser aceito na França.
Inspirados pelos acontecimentos na Tunísia, populações de outros países árabes também começaram a se rebelar. Os egípcios deram fim à ditadura de 30 anos de Hosni Mubarak e o país encontra-se sob um governo de transição. A Líbia está em plena guerra civil – e quando este texto for publicado, é provável que o insano Muammar Gaddafi já tenha deixado o poder, vivo ou morto. Outros países como Argélia, Bahrein, Iêmen e até Arábia Saudita já veem nascer protestos e manifestações. A revolução ultrapassou fronteiras e a morte de Basboosa, que se imolou por sua dignidade, serviu que milhões de outras pessoas lutassem pela dignidade.
Mas e se Basboosa se chamasse Barbosa e fosse brasileiro? E se fosse um sertanejo nordestino, e não um árabe tunisiano? E se fosse um camelô no Rio ou em São Paulo e tivesse sido humilhado pela polícia daqui? E se ele tivesse colocado fogo em si mesmo em Copacabana ou na Avenida Paulista? Será que uma manifestação aconteceria, ou seu ato iniciaria uma revolução? Infelizmente, é provável que não. Se Basboosa fosse brasileiro, nordestino, camelô e se chamasse Barbosa, a única coisa que seu suicídio geraria seria um comentário do tipo: “Um vagabundo a menos na cidade!”
Carlo Andre Carrenho – Revista Cristianismo Hoje
10/09/2010
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Hoje amanheceu um dia lindíssimo aqui em Campos. Minha casa está entre as montanhas, numa altitude de quase 1.800m. Levantei animada e fui caminhar descendo e subindo pelos caminhos e ruas do bairro.
Lembrei-me então de um mês atrás quando caminhava com uma amiga em São Pedro, cidade do interior do Estado de São Paulo. O caminho também era íngreme e quando me dei conta, meu relógio Polar registrava a frequencia cardíaca, do meu coração, de 140 batimentos por minuto. Como já sou uma sexagenária, e não posso passar deste limite, eu disse: “Amiga, tenho que diminuir o passo. Meu coração vai sair pela boca, se continuar.” Ela, 10 anos mais nova que eu, riu e respondeu: “ Vamos caminhar como as mulas!” “Caminhar como as mulas?” Perguntei curiosa. Ela respondeu: “ Você já percebeu que as mulas quando sobem um caminho íngreme elas vão de um lado para o outro em viés. Desta forma elas dão passos a mais, mas se cansam muito menos.” Eu ouvia atentamente enquanto revirava a minha memória. Realmente lembrei-me da minha infância e também de filmes onde as mulas subiam as ladeiras em viés. Hum, eu achava que elas faziam isto porque eram burras. “Vamos experimentar?” Convidou minha amiga, interrompendo meus pensamentos. Topei na hora. E descobri que era quase a mesma coisa que andar num terreno plano. A frequencia dos meus batimentos cardíacos diminuiu, e meus joelhos, já com artrose, não reclamaram. Depois disto só ando as ladeiras de Campos do Jordão em viés. E dou conta de todas elas, sem problemas.
Mas não pude deixar de rir de mim mesma. Afinal, as mulas tem o que me ensinar!
Campos do Jordão, 10 de setembro de 2010
06/09/2010
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Estou aqui em Florianópolis, capital de Santa Catarina, na praia Torres da Cachoeira. Como cheguei antes do início do Forum de Psicologia, tive muito tempo para descansar, ficar só, caminhar na praia e fazer uma coisa que gosto muito – catar conchas. Tenho muitas conchas de vários lugares do mundo. Algumas eu mesma catei, outras ganhei de pessoas queridas que se lembram do quanto gosto destes objetos e me trazem como presentes de suas viagens. Arrumei um vidro grande e ovalado e lá estão minhas preciosidades. Em algumas estão registrados o local de origem e a data em que foram catadas.
Por que gosto tantos das conchas do mar?
Porque elas me lembram as diversidades e as realidades humanas. Algumas estão inteiras, outras quebradas; algumas coloridas, outras brancas ou negras; algumas ainda estão grudadas a outra parte indicando que há pouco tempo havia um molusco dentro, outras já estão gastas de tanto ser jogadas pelas ondas nas pedras; algumas são grandes, outras minúsculas. Enfim tenho mais de mil conchas e nenhuma é igual a outra.
Sempre que olhar para minhas conchas me lembrarei que cada pessoa é única e especial e tem uma história de vida também única e especial, que vale a pena ser ouvida!
11/10/2009