Mais comemoração!

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No dia seguinte, ontem, eu já tinha combinado que almoçaria num lugar bem gostoso com o Gabriel (7a), Paolo(5) e Rafael(3), meus netos, e os pais, Cassia e Rodrigo.

Logo cedo fomos para Itapeva, onde eles moram. A recepção foi demais para meu coração sexagenário: Os tres estavam carregando bexigas com dizeres especiais para mim. Cada um tinha feito desenhos como presentes: O Rafa desenhou um monte de riscos, cada um de uma cor e me disse que era um arco-iris, o Paolo alem de escrever que me amava fez um desenho onde ele e eu estavamos juntos; e o Gabriel tb escreveu “Feliz aniversário” e fez dois carros, um grande e um menor (era ele e eu). Estes desenhos estavam dentro das bexigas que eu tive que estourar e tirar os presentinhos de dentro delas. Fiquei muito contente.

O que não falta para a Cassia é criatividade. A idéia toda foi dela, que sem gastar nada, fez algo tão especial, para que as crianças me recebessem com festa e alegria.

Escolhemos passar o dia num hotel fazenda. Foi muito bom. Eles se divertiram e eu me alegrei muito. Num determinado momento o Paolo me disse: ” Vovó, estou adorando sua festa!” A festa naquele momento era escorregar no tobogã e cair na piscina. E no fim do dia ele fechou:” Não teve cavalos (uma referência a frustração de andar de cavalo, pois o animal não estava disponível), mas mesmo assim eu gostei muito do dia.” Na volta, para casa deles, muita chuva. Compramos mel e pegamos o bolo, já encomendado e fomos para o “parabéns!”

Foi festa a contento de todos. Consegui um bolo do gosto deles e do meu: Recheio de chocolate trufado e cobertura de mashmelow. O recheio para os meninos e a cobertura para mim. Foi perfeito. Eu comia a massa e a cobertura e eles comiam o recheio…tudo de bom!

Muita chuva na volta para Sampa.

Chegou a hora de ver os e-mails, telefonemas gravados na secretaria, recados no orkut e outras formas de manifestação.

Algumas pessoas por gratidão pelo que sou para elas, outras porque gostam muito de mim, outros porque se esquecerem, eu vou ficar bem triste, outros que não sabem quando faço aniversário, mas eu fiz questão de lembrá-los, enfim… é muito bom ser lembrada e felicitada. Sou grata a cada um de forma específica! Talvez não consiga demonstrar para cada um o que senti, mas que todos cooperaram para minha intensa alegria, cooperaram!Amei fazer 62 anos!!!

Ano que vem, se Deus permitir, tem mais!!!

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Ceia de Natal

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Natal em família

Por causa da chegada da Tarsila, a ceia de Natal que programei para receber meus familiares, precisou ser cancelada. A Cássia minha filha se ofereceu, e o fez expressando muito contentamento, para receber as pessoas, em número de dez, que viriam para minha casa. Fiquei muito feliz com a prontidão dela.

Rapidamente, ela fez um cardápio lindo e enviou para os convidados via e-mail. Vi que seu cardápio era simples, porém fino e caprichado. Acho que o melhor de tudo foi constatar algumas coisas que confirmam que ela aproveitou e aproveita daquilo que tentei passar: Ela veio até minha casa pegar algumas receitas. Não que ela não as tenha. Acho mesmo que ela cozinha melhor que eu (quando ia para o fogão sempre fui reconhecida como boa cozinheira, mas ela é muito melhor), mas ela queria algumas receitas de alguns pratos que eu sempre fazia no natal, como o ponche, o sorvete, o arroz brasileiro e o peito de peru recheado. Pegou ainda duas toalhas com motivos natalinos e se foi.

Quando chegamos para o jantar na véspera do Natal, a mesa estava linda. Bem decorada, e bem melhor do que eu faria. Tudo organizado. Quem diria que aquela adolescente tão bagunçada a ponto de ser impossível entrar no quarto dela um dia faria algo tão lindo e tão saboroso. Sim, a comida estava perfeita. Nem mais, nem menos. Toda a casa revelando que era noite de natal. A árvore com luzinhas, os presentes, a estrela acendendo e apagando, as crianças correndo pela casa toda, felizes. Enfim era bom demais para meu coração ver tanto dela e um pouco de mim! Valeu a mudança de local para a ceia do Natal de 2008.

Parabéns e muito obrigada, minha filha!

Chegou o Natal!

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Por muito anos da minha vida o Natal foi uma data mais de dores e sofrimentos do que qualquer outra coisa. Quando pequena fui ensinada a colocar meus sapatos na janela, na véspera do Natal, que durante a noite Papai Noel passava e deixava um presente. Fiz isto por alguns anos, mas meus pais não tiveram a sensibilidade de colocar algum presentinho nos meus sapatos. Então pela manhã eu levantava ansiosa para ver o que tinha nos meus sapatos e nunca tinha nada. Eu me enchia de culpa. Achava que era ruim demais para ser lembrada por papai Noel. Ou então pensava que morava muito longe e ele não tivera tempo suficiente para chegar até minha casa. Pensava ainda que não tinha nenhuma importância. Era pobre demais para ser lembrada! Felizmente fui crescendo e descobri a verdade. Porém, descobrir que Papai Noel é apenas uma figura do Natal não tirou de mim o desconforto, a frustração e a tristeza, que ficara daqueles anos onde eu sofria tanto por constatar que meus sapatos estavam vazios. Então por muitos natais vinha a minha lembrança estes sentimentos de: sou ruim, moro muito longe e sou muito pobre! Por isso sou esquecida!

Quando já tinha 26 anos, no começo do mês de dezembro eu comecei a acreditar que Deus me amava porque sem que eu fizesse o menor movimento para caminhar na direção dele, Ele me achou e graciosamente me alcançou de tal forma que foi impossível continuar sendo a mesma pessoa. A crença de que Deus se fizera gente em Cristo e morrera na cruz para que eu tivesse Vida começou a fazer sentido para mim. Quando chegou o dia 25 daquele mês, pela primeira vez, eu comemorei o natal como a data em que se festeja o nascimento de Cristo. Mas ainda não tinha me apossado de todo o mistério que envolve esta data tão significativa.

Bem, na verdade, Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro, mas isto nem faz diferença diante do significado verdadeiro do Natal!

Hoje Natal para mim, é a celebração dos céus descendo a terra; a distância entre nós e as alturas, desapareceu! O Eterno se torna limitado ao tempo. Natal é a fecundação do Sagrado no humano. Desta fertilização resultou a gestação e o nascimento de Cristo Redentor; é Deus descendo das alturas e nascendo como um bebê envolto em panos numa manjedoura no estábulo. O Todo Poderoso se torna dependente. Necessita do seio de Maria para amamentá-lo, do seu colo para o aconchego e dos seus cuidados para crescer.

A estalagem era o lugar de hospedagem e de reuniões para a troca de idéias; o estábulo, além de abrigar os animais, era o lugar para os esquecidos, para os mal vistos, para os ignorados. E foi lá que Maria deu à luz o menino Jesus. Deus “desceu” dos céus e começou sua vida como encarnado entre os simples, os transgressores, e os esquecidos. Viveu todas as nossas possíveis dores e conhece até os nossos impossíveis caminhos. Inocente e injustiçado, morreu como bandido cumprindo pena de morte. Então conhece também, até as situações, por mais degradantes que sejam, de um ser humano. Não há trilhas novas ou desconhecidas. Todas já foram abertas e percorridas pelo Deus que se fez gente. Diante disto, posso acreditar:

eu não sou esquecida, não moro longe, minha transgressão é perdoada, tenho muito valor, e sou presenteada com a Graça redentora em mim!

Que neste Natal você possa se alegrar com os presentes e com tudo que diz respeito à festa natalina! Mas possa também permitir que o Sagrado lhe penetre, e que esta penetração resulte na gestação da graça, da misericórdia e da redenção em você; e que ao nascer alcance você mesmo e todos os que estão a sua volta.

Então?! Rendamo-nos como Maria! E Deus nascerá em nós e de nós. Todos os dias!

É Natal!

“Mas para a terra que estava aflita não continuará na obscuridade…O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz….Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu…” Profeta Isaias Século VIII a.C.