Em dezembro iniciou-se a estação do verão, que é a preferida de muitos. É a estação de muito sol, pouca roupa, mais banhos refrescantes, muito suco, frutas leves e sobremesas geladas. É a época que nos convida para dormir um pouco mais tarde e acordar um pouco mais cedo. É a estação do calor. Mas depois teremos o outono, o inverno e a primavera… E cada estação com suas características.
Penso que as estações acontecem também em nossas vidas. Às vezes estamos como o verão: acalorados, expostos convidando as pessoas a ficarem mais tempo e mais próximos; às vezes estamos floridos, cheirosos e agradáveis à vista, e como a primavera vamos colorindo e perfumando todos os lugares por onde passamos; às vezes frutificamos e temos bastante para dar e muitos podem se alimentar do que produzimos a tal ponto que damos e ainda sobra o suficiente para as nossas próprias necessidades. Mas chega um momento do outono em que, as folhas caem, deixando os galhos das árvores limpos, com aparência de seco, de modo que algumas árvores onde em outras estações encontramos sombras restauradoras, nada mais tem, a não ser a impressão de “morta”. Na vida, também, nos esvaziamos e esgotamos toda nossa reserva e há tempos em que não temos mais nada para oferecer, nem para os outros e nem para nós mesmos. Então é preciso caminhar para o encolhimento e recolhimento do inverno e hibernar um pouco no calor do isolamento, refazendo-se do desgaste de sermos produtivos e nos prepararmos para mais uma vez, como as árvores cobrir-se de folhas, flores e frutos…
Aproveitar o peculiar de cada estação do ano é uma arte que dá muita satisfação e prazer na vida! Mas se for fora da estação, causa mal estar e desconforto. O chá quente delicioso no inverno vira um tormento sufocante no verão; o mar refrescante e relaxante no verão vira uma tortura petrificada, no inverno. Mais do que viver se adequando às estações do clima, necessitamos respeitar as estações da própria vida. É impossível dar algo quando estamos vazios e necessitados. Seria o mesmo que uma árvore desfolhada, no outono, tentar oferecer sombra. É preciso sabedoria e um pouco de respeito por si mesmo e pelo outro para identificar e respeitar o tempo de dar, de receber, de se expor e de se encolher.
Que saibamos fazer as duas coisas: VIVER; E RESPEITAR AS ESTAÇÕES DA VIDA (do ano também)!

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