A VIDA VENCEU A MORTE!

Páscoa sempre me lembra que a última notícia não é a morte; a última notícia é a Vida!
Cristo venceu as garras da morte, rompeu de dentro das mortalhas, removeu a pedra sepulcral e saiu vivo e glorioso para a luz!
A morte perdeu seu aguilhão! Cristo Jesus, vive!

O poder misterioso de Deus que é capaz de trazer a luz o que estava no profundo do escuro; que deu vida ao que estava morto; e que refez o que estava deteriorado é que me dá coragem de permanecer junto com aqueles que foram tomados pelo desanimo e desespero. Muitas vezes diante da perplexidade e do sofrimento humano, eu nem sei o que falar, as vezes me vejo totalmente impotente, mas nunca me vejo, ou me sinto, sem esperança!

O caminho de vencer a morte e resgatar a vida, na Páscoa, é penoso. Ele se iniciou no monte das Oliveiras (Getsemâne) com a ausência dos amigos, com a traição de um companheiro e a conseqüente prisão na noite de quinta-feira. Na sexta-feira passou pela solidão medonha e uma morte torturante, no madeiro. Foi enterrado no fim do dia. Continuou pelo silencio sepulcral e congelado do dia seguinte, depois do cemitério. Mas rompe vitoriosamente na madrugada do domingo, se revelando aos tristes e deprimidos (Maria de Magdala) trazendo-lhe nova esperança; e caminhando entre os desanimados e frustrados (os dois discípulos na estrada de Emaús) aquecendo-lhes os corações.*

Eu creio que realmente tudo isto é verdade! Aconteceu mesmo!

E é assim que vejo os processos de libertação e renascimento nas vidas humanas.
Quem tem medo do abandono e da vergonha da quinta, da solidão e de algumas mortes na sexta, e do silêncio petrificante do sábado, jamais experimentará a redenção e a nova vida do domingo. E sendo assim nunca experimentará o viver livre e pleno. E terá pouco para oferecer aos que sofrem!

Que nestes dias, o exemplo de Cristo, possa renovar nossas forças, as suas e as minhas, para caminharmos na direção do domingo de Páscoa, várias e várias vezes. Tantas quantas forem necessárias para experimentarmos a liberdade de uma vida autêntica e encontrarmos a Vida abundante! Vida que não tem fim!!!

Páscoa é liberdade! É passagem da morte para uma vida que transcende!
E por uma invenção humana, é também… chocolate!

Abraço apertado.
esther carrenho
* (Com base no texto sagrado: narrativa do Dr Lucas, capítulos 22,23 e 24)

Anúncios