Dedico este texto a todos aqueles que repartem os segredos mais íntimos das suas vidas. São pessoas que estão buscando um conhecimento maior de si mesmas. Que querem viver melhor, com o outro, com o Sagrado e com elas mesmas. Pessoas que são corajosas e não temem em caminhar na direção dos seus sentimentos e das suas percepções. Enfim, não temem encontrar a própria vida com tudo que ela tem de desconforto e prazer!

Em especial para aqueles que me escolheram, para caminhar junto na busca de uma vida mais integrada!

OS SENTIMENTOS DE CRISTO

Novamente chegamos às comemorações da Páscoa. Entre feriado, ovos de chocolate, e bacalhau, quero convidá-los a refletir um pouco sobre as lições preciosas da Páscoa. Sei que nem todos acreditam na dimensão espiritual da Páscoa. Mas todos reconhecem que o advento de Cristo é histórico e dividiu o calendário em a.C e d.C.

Neste ano quero destacar os sentimentos de Cristo, que foram bem aparentes nos últimos dias que antecederam a Sua morte como bandido. Isto significa que coloquei meus olhos nos aspectos emocionais de Cristo, ocorridos na sua última semana de vida.

Choro – Cristo chora quando se aproxima de Jerusalém, prevendo a destruição que a guerra traria para a cidade. Não ficaria pedra sobre pedra;

Indignação – Quando chegou ao templo, no domingo, e percebeu os comerciantes usando o espaço do templo, vendendo, explorando e tirando proveito dos menos privilegiados socialmente;

Pavor, angústia e tristeza profunda – No Getsemâni quando foi orar;

Solidão – Quando voltou de orar e encontrou os discípulos mais chegados, dormindo;

Cansaço – Quando depois de uma noite sem dormir e ser interrogado várias vezes, não tinha mais forças físicas para carregar o madeiro…Simão, que estava voltando do trabalho, foi obrigado a levar;

Desamparo – Quando, na sexta-feira, pregado e já agonizante, gritou bem alto: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparou?”

Fico pensando que, muitas vezes prendemos o choro, negamos o medo, disfarçamos a tristeza, ignoramos o cansaço e silenciamos nossas situações de abandono. E simplesmente fazemos isto para evitar outros desconfortos. Mas quando não permitimos as vivências destes sentimentos em nós mesmos, percorremos caminhos onde sofrimentos e bloqueios maiores nos esperam.

Que nesta Páscoa tenhamos alegria para celebrar a Vida que ela simboliza! Que tenhamos coragem para ressuscitar a nós mesmos naquilo que sufocamos.

Que Cristo seja o estímulo para vivermos todas as emoções da vida.

Boa Páscoa em 2011

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