Este texto é de uma amiga Fernanda Vallin Martos, escrito sobre a comoção e a tristeza com a morte do Chorão. Eu gostei muito. Postei aqui.

“Andei refletindo bastante sobre a morte do Chorão.Lendo as reportagens eu tive muita dó, pois tudo leva a crer que ele morreu muito atormentado, infeliz, em profunda depressão, fato esse agravado pelo consumo de drogas…em função disso também morreu Elis Regina. Em função dessa “vida louca” também morreram Cazuza, Renato Russo, Fred Mercury…Esses últimos devido a falta de proteção nas relações sexuais, onde vieram a contrair o vírus HIV. Pessoas que não viviam o que compunham, cantavam ou interpretavam. E na hora da morte, legiões de fãs prestam homenagens. Nossa cultura é de morte. Porque, se fosse de vida, talvez legiões de fãs se plantariam em vigília debaixo da sacada, com faixas e pedidos “por favor, saia das drogas”, ou “você é muito amado, te queremos vivo”… O que nos move? O que te move ao admirar uma figura pública? Na hora da morte todo mundo se manifesta. Mais importante que as homenagens póstumas são os atos em vida.”

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