Era julho de 2013. Estava a procura de um local tranqüilo e barato para a realização do IV Forum de Psicologia da Associação Paulista da Abordagem Centrada na Pessoa. Chegamos, eu e meu marido, a um local, em Embú das Artes, chamado Casa de Emaús, que é parte do Convento Maria Imaculada. E é administrado por mulheres, freiras, amigas de São Francisco de Assis, as Franciscanas de Bonlandem, Alemanha: http://casaemaus.com.br/

Lugar lindo, bem cuidado e tranqüilo. Fiquei apaixonada pelo local e fui cativada por muito do que vi ali. Infelizmente não foi possível fecharmos para a realização do evento. Mas aconteceu algo que ficou na minha memória. Observei uma mulher bem idosa, mais que eu, com as mãos um pouco inchadas e os dedos entortados, provavelmente pela artrose. Ela tinha algumas ferramentas de jardinagem, a sua disposição e estava sentada num banquinho e tratava cuidadosamente algumas plantinhas de um canteiro de flores.

Quando passamos perto, a freira administradora, olhou para nós e fez um sinal de silêncio e bem baixinho contou a história dela. A mulher tinha sido uma professora e pesquisadora importante que se aposentara apenas quando não conseguiu mais lecionar por causa das limitações da idade. Mas ela tinha um desejo que fez questão de expressar: Queria ir para um lugar onde houvesse flores e que ela pudesse cuidar. E ali estava ela, vencendo suas dificuldades manuais e ajudando as flores a serem mais bonitas.

Pensei e desejei para mim mesma: Aconteça o que acontecer, até morrer quero ajudar pessoas e plantas a serem mais bonitas! Mesmo que meu corpo enfraqueça e minhas mãos entortem!

 

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