Primeiro presente
Véspera do chamado Dia das Mães fui até o Armazém do Bolo, da Domingos de Morais, comprar um bolo de milho. A balconista me informou que o bolo sairia em vinte minutos. Então sai e fui comprar um medicamento na Drogasil e voltei para pegar meu bolo. A balconista apareceu e perguntou quem queria bolo de milho e seis mãos foram levantadas. E no meio destes um homem queria 3 bolos. Ela então informou que estava saindo apenas três bolos. Fiquei chateada, mas não briguei. Simplesmente fui embora sem o bolo. Chegando em casa resolvi escrever uma mensagem particular para os donos do Armazém, usando o Facebook. Fiz a reclamação e sugeri o uso de senhas em dias onde há muita procura pelos bolos. Uma semana depois os proprietários responderam dizendo que lamentavam a confusão e o mau serviço daquele dia, mas que cuidariam para que não acontecesse mais e que colocariam em prática minha dica da senha; e que por isso eu tinha um presente: Dois bolos de sabores a minha escolha.
Segundo presente
Numa manhã de maio fui para um café da manhã no Hotel Century Paulista. Um grupo de psicólogas tinha adquirido meu livro Depressão: Tem luz no fim do túnel e pediram para que eu fosse participar do café da manhã e autografar os livros. Cheguei no hotel, me dirigi a recepção e perguntei como faria para tomar o café sem ser hospede. é sem ser hospede. Recebi a informação do local e valor, e que deveria pagar na entrada, no próprio restaurante. Quando cheguei ao local, não havia ninguém nem na entrada e nenhum garção disponível que pudesse me ajudar. Fui até o grupo que me esperava, autografei os livros e tomei o café sossegadamente, sem que ninguém se importunasse com a minha presença sem ser hóspede. No final, quando o grupo de psicólogas já tinham ido, me levantei e ainda não encontrei ninguém no balcão que pudesse receber o valor da minha despesa. Esperei a chegada deum funcionário que me pareceu o chefe dos garçons, e perguntei: “Aonde pago o meu café? ” “A senhora não é hóspede? ” Ele respondeu. Com a minha negativa ele me chamou até um caixa na entrada do restaurante e cobrou o valor do café da manhã. Em seguida me disse: “ Nosso funcionário que cuida disto faltou hoje. E a senhora foi muito honesta. Acho que tinha outros por aqui que foram embora sem pagar. Por causa da sua honestidade, a senhora tem o direito de voltar. Pode me procurar e o seu café da manhã será uma cortesia da casa.

Terceiro presente
Faço academia na Plena Forma. Exercícios preventivos que me ajudam a fortalecer a musculatura. A academia é toda informatizada e moderna de tal forma que a entrada se dá com o reconhecimento eletrônico das digitais de cada participante. Estava encerrando o plano semestral que havia feito. Cheguei coloquei o dedo no identificador e a catraca não abriu. Desconfiei que precisava renovar o plano. Minha professora de educação física se aproximou, teclou meu nome no computador e verificou que meu plano só venceria seis meses depois.Estranhei! Eu não havia renovado. Mas quem sabe meu marido tinha feito a renovação e esquecera de me avisar. Chegando em casa, verifiquei. Ele não tinha renovado o plano e constatou que nenhum valor, a favor da academia, havia sido debitado em algum dos nossos cartões. No dia seguinte voltei a academia e informei que o pagamento que constava na minha ficha não tinha sido realizado por mim. Deveria haver algum erro. O responsável pela tesouraria verificou e descobriu que realmente este valor não tinha entrado na caixa da tesouraria e que algum funcionário creditou para mim um valor não pago. Ele se dirigiu-se a mim, muito agradecido porque era o valor equivalente a seis meses de academia, o que somava uma boa quantia. E disse: “Parabéns por sua honestidade. Você poderia ter ficado quieta e no entanto escolheu nos comunicar. Como recompensa você terá dois meses de cortesia aqui na academia. E seu novo plano só começa a valer daqui um mês. E um mês já tinha se passado até que tudo foi esclarecido.

Três presentes. Um porque reclamei de um mau serviço, com cortesia e mansidão e dois, porque fui honesta e quis pagar o que realmente devia.

O que deveria ser o cotidiano das pessoas tornou-se ocasiões para prêmios.

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